09/08/2017 14:10

MERCADO

Informalidade é de 22% em Mato Grosso

Diário de Cuiabá
Informalidade é de 22% em Mato Grosso

Informalidade no mercado de trabalho atinge 22% em Mato Grosso. O levantamento é do IDados que revelou que mesmo quem tem ensino superior tem dificuldade de obter um emprego de carteira assinada. O levantamento mostra, por exemplo, que no Estado o tempo de espera entre a faculdade e a obtenção de um emprego com carteira assinada varia entre 9,1 anos, o maior tempo de espera do país. 

Mato Grosso é o Estado em que as pessoas com ensino superior conseguem emprego com idade mais tarde, em média aos 37,2 anos. Em seguida aparecem o Maranhão e Acre com 36,4 anos, Tocantins com 35,8 anos e Mato Grosso do Sul com 35,5 anos. 

No entanto, a situação não está difícil apenas para quem tem ensino superior. Apesar de possuir vários cursos de qualificação, a assistente administrativa Pâmela Santos diz que está há aproximadamente há ano em meio sem assinar a carteira. “Houve um corte de pessoal na empresa que eu trabalhava no final do ano, eu estava na lista. Desde está época fiquei desempregada. Quando aparecem propostas estão muito abaixo do ideal para sobreviver. Resolvi então trabalhar por conta própria e vendo roupas, lingerie, o que aparecer, o que não dá é para ficar parada”, disse. 

O levantamento do IDados mostrou ainda que em média, quem tem ensino superior começa a trabalhar por volta dos 17 ou 18 anos de idade (17,5) em todo o país. Já as pessoas com ensino fundamental começam a trabalhar com 15 anos (14,9), e as com ensino médio, com 16 (16,2). Em Mato Grosso a idade média do primeiro emprego com carteira assinada é de 26,8 anos e as pessoas no geral começam a trabalhar em média aos 14 anos. Em Mato Grosso, as pessoas que hoje tem ensino superior começaram a trabalhar com 16,4 anos. Em relação a diplomação, no Estado a diferença da diplomação do ensino médio e o primeiro emprego com carteira assinada é de 11,2 anos. 

Em média, as pessoas com ensino superior conseguem um emprego com carteira assinada mais cedo nos estados do Paraná (28,8 anos de idade), Espírito Santo (29), Piauí (29,3), São Paulo (29,9) e Distrito Federal (30). 

Já em relação a informalidade, ela é maior nas regiões Norte e Nordeste, sendo os estados com maior taxa de informalidade Piauí (32%), Maranhão (30%), Paraíba (27%) e Sergipe, Pará e Tocantins (26%). 

O IDados apontou ainda que as unidades da federação com menor taxa de informalidade são também as que apresentam, respectivamente, os maiores PIB per capita do país (de acordo com dados do IBGE): Distrito Federal (15%), São Paulo (16%) e Rio de Janeiro e Santa Catarina (17%). 

Observa-se que, nos estados onde a taxa de informalidade é maior, em geral, as pessoas com ensino fundamental começam a trabalhar mais cedo (com ou sem carteira assinada), e demoram mais para entrar no mercado de trabalho formal. 

Nesses estados, em geral, as pessoas completam o ensino médio com uma idade mais avançada, e isso também se reflete depois na conclusão do ensino superior. Elas também costumam entrar mais velhas no mercado de trabalho formal. 

 


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