25/07/2017 16:48

IMPOSTO

Isso mostra a ineficiência dos governos, diz Aprosoja sobre combustível mais caro

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Isso mostra a ineficiência dos governos, diz Aprosoja sobre combustível mais caro

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, repudiou o aumento da alíquota dos combustíveis anunciado no final da última semana e que já estão vigorando. “Isso mostra mais uma vez a ineficiência dos governos estaduais, municipais e federal na gestão pública”, declara.

O governo federal anunciou na última quinta (20) que as alíquotas que incidem sobre a gasolina, diesel e etanol iriam aumentar. As altas, que impactam toda a cadeia, da refinaria até os postos, já são sentidas pelos consumidores. O combustível, em Cuiabá, subiu a média de R$ 0,60, valor acima do previsto pelo governo de R$ 0,40, no caso do álcool, conforme constatado pela redação.

As alíquota subiram de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota que antes era zerada, aumentou para R$ 0,1964.

Endrigo disse que o setor da agricultura recebeu com pesar o anúncio e lembrou que o principal modal de transporte da produção de Mato Grosso é rodoviário.

“Somos campeões mundiais em custo de produção e toda a vez que você aumenta imposto, acaba onerando e tirando a vantagem competitiva do país, além de tirar a rentabilidade, que já está baixa nessa safra, de muita gente. Estamos em um momento de colheita de milho que se utiliza muito combustível. Esse aumento significa roubar diretamente da rentabilidade do produtor”, defende.

O representante reclama da falta de controle de gastos dos governos, disse que a população e o setor produtivo não têm mais condições de pagar mais impostos e que a sociedade precisa “dar um basta nisso”.

Ele explica, ainda, que não existe nenhuma alternativa para os efeitos do anúncio e que invariavelmente os produtores serão impactados daqui algum tempo com aumento no preço dos fretes, por exemplo. Ele comenta que nas próximas semanas deverão ser realizados alguns cálculos sobre o tamanho do rombo causado pela alta na tributação.

“Não tem como driblar o imposto porque ele veio diretamente na veia da produção. Nosso principal modal, que é o rodoviário, utiliza o óleo diesel, semelhante ao caso das fazendas, nas máquinas agrícolas. Praticamente 80% do óleo diesel consumido em Mato Grosso é referente a agropecuária. Então não tem o que fazer”, finaliza.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo/MT) é outra entidade que já havia avaliado negativamente o aumento da tributação.

 


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