17/07/2017 08:18

CORRUPÇÃO PASSIVA

Senador diz que denúncia contra Temer é “inepta” e “sem prova”

MIDIA NEWS
Senador diz que denúncia contra Temer é “inepta” e “sem prova”

O senador Cidinho Santos (PR) classificou como “inepta” e “sem prova” a denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB). Ele defendeu a permanência do peemedebista no Governo.

Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, Temer foi acusado pelo Ministério Público Federal de ter cometido o crime de corrupção passiva.

Por se tratar de um presidente da República, o Supremo Tribunal Federal (STF) só pode analisar a denúncia se a Câmara autorizar.

Na última segunda-feira (10), o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia, recomendou o prosseguimento do processo.

“Entendo que denúncia é inepta. Não tem provas. Acredito que o Ministério Público deveria se munir de provas que realmente pudessem estabelecer uma culpa do presidente para ser afastado”, afirmou Cidinho Santos ao MidiaNews.

Acredito que o Ministério Público deveria se munir de provas que realmente pudessem estabelecer uma culpa do presidente, para ele ser afastado

Para o senador, o afastamento do presidente do cargo poderia agravar a situação econômica do País, em decorrência da “instabilidade política”.

“Se você afasta um presidente do cargo, cria uma instabilidade política no País. Aí, daqui três anos, é julgado e inocentado, esse mandato vai voltar? Não vai. Então, afastar um presidente simplesmente com uma denúncia sem provas, com ilações... É preciso pensar um pouco mais no Brasil”, disse.

Para Cidinho, a denúncia contra o presidente não deve ser aceita pelo plenário da Câmara. O senador acredita ser muito difícil que 342 parlamentares se posicionem de modo favorável ao prosseguimento da denúncia.

Para que a denúncia possa prosseguir no STF, ao menos 342 deputados terão de votar a favor.

“Entendo que o Temer, nessa denúncia que vai passar pela CCJ e o plenário, vai ter êxito. Ele tem hoje maioria tanto na CCJ quanto no plenário. É muito difícil colocar lá dentro 342 votos para aceitar a denúncia. Mesmo que o PSDB esteja dividido, tem partidos como PR, PP, PSC e o próprio PMDB, que dão sustentação ao presidente”, disse Cidinho.

“Então, essa questão do afastamento é muito difícil. O que temos que ter é maturidade para após essa fase, fazer uma conciliação e deixá-lo concluir o mandato da forma mais tranquila possível. Da forma como está, o Brasil vive uma instabilidade constante”, completou o senador.

 


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